Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

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Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

Detalhes do registo

Nível de descrição

Documento simples   Documento simples

Código de referência

PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2877/10-29-17-6-61

Tipo de título

Atribuído

Título

Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

Datas de produção

1934-04-17  a  1934-04-17 

Dimensão e suporte

2 f. (20 x 15 cm); papel

Extensões

1 Capilha

Âmbito e conteúdo

O concurso para a a Alfândega; a abertura do Arquivo Municipal de Guimarães.

Tradição documental

Tipo técnica de registo

Marcas

Museu Regional de Alberto Sampaio - Gabinete do Director.

Assinaturas

Alfredo Guimarães

Condições de acesso

Comunicável

Condições de reprodução

A reprodução deverá ser solicitada por escrito através de requerimento dirigido ao responsável da instituição

Aspeto físico

Cota atual

10-29-17-6-61

Idioma e escrita

Escrita

Notas de publicação

Referência bibliográficaPIMENTA, Maria Tereza (2005) - Cartas Inéditas de Alfredo Guimarães a Alfredo Pimenta durante os anos 30 e 40 do século XX. "Gil Vicente: Revista de Cultura e Actualidade". Guimarães: Cidade Berço. IV série n.º5 (2004-2005), p. 32-33

Transcrição

Meu querido Amigo:Meu irmão veio, um tanto com vontade de se apanhar em casa, mas ignorando em absoluto o resultado do concurso. Está no Porto, e creio que ainda hoje tanto sabe tanto desse concurso como no dia em que chegou. Bem haja o meu querido amigo por tudo quanto fez, que foi muito, em nosso serviço. Ignorava, porem, que tivesse ido até à resolução de falar com o Director Geral. Este senhor apresentou um ponto, no concurso, não para simples aspirante, mas já para oficiais da Alfandega. Meu irmão quando viu semelhante ponto teve vontade de fugir pela porta fora. Mas ficou, e diz ele que resolveu o assunto. Eu, porem, penso que não; e ou eu me engano muito, ou o meu irmão está enganado. Por tudo, mil vezes obrigado, e minha Mãe pede-me que em seu nome tambem lhe agradeça muito. Se não escrevi antes é porque estava á espera do resultado... que aliás ainda não chegou. A minha maior gratidão. Diz o querido Amigo que C.P. lhe escrevera a queixar-se de mim. Devem ser queixas semelhantes às que tem de Mons. Ferreira, Marques Abreu, Arão de Lacerda, José de Figueiredo, Baltazar de Castro,, etc, etc, etc. Mas, curioso. Vi uma esse senhor. Nunca lhe escrevi uma linha. Nunca escrevi contra ou a favor d 'ele, uma palavra. De que se queixa, pois, esse senhor? De eu não lhe ligar importância? Se é assim, está certo. Venha d' ai, homem, para ver se eu tiro a ferrugem à língua. Estou morto por cá os ver. E não se esqueça de este ano trazer Esposa, Filhas, Filho, Nora, Genro, Netos - todo o seu mundo! No São João é que era acertado. Fazíamos uma cascata, com musgo e pastores de bairro - coisa de abalar o universo. O Arquivo não abre esta ano as portas? Por aqui diz-se que era preciso. Adeus. Lembranças às Senhoras. Gratíssimo e dedicado AlfºGuimãsP.S. - O M.C. deu uma sorte formidavel com o seu folhetim. Alguem lhe ouviu isto: "O melhor é deixar de escrever neste pais, coisa que só serve para desgostos". Não que ela era de coçar as unhas. Foi lida por muitissima gente em Guimarães.