Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

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Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

Detalhes do registo

Nível de descrição

Documento simples   Documento simples

Código de referência

PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2877/10-29-17-6-57

Tipo de título

Atribuído

Título

Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

Datas de produção

1932-11-17  a  1932-11-17 

Dimensão e suporte

1 f. (27 x 21 cm); papel

Extensões

1 Capilha

Âmbito e conteúdo

A nomeação de um funcionário e as dificuldades do Museu de Alberto Sampaio.

Tradição documental

Tipo técnica de registo

Assinaturas

Alfredo Guimarães

Condições de acesso

Comunicável

Condições de reprodução

A reprodução deverá ser solicitada por escrito através de requerimento dirigido ao responsável da instituição

Aspeto físico

Cota atual

10-29-17-6-57

Idioma e escrita

Escrita

Notas de publicação

Referência bibliográficaPIMENTA, Maria Tereza (2005) - Cartas Inéditas de Alfredo Guimarães a Alfredo Pimenta durante os anos 30 e 40 do século XX. "Gil Vicente: Revista de Cultura e Actualidade". Guimarães: Cidade Berço. IV série n.º5 (2004-2005), p. 16

Transcrição

Guimarães, 17 de Novembro de 1932 Meu querido Amigo O sr. Pereira, empregado deste Museu, mostrou-me agora uma carta sua, na qual o doutor diz que ignorava que os papeis e proposta para a nomeação do sr. Pereira, estivessem já no Ministério da Instrução. Devo lembrar que o meu querido Amigo me disse que enviasse tudo ao sr. João de Deus Fernandes, com quem já havia falado a tal respeito. Para ele, pois, foi toda papelada necessaria, sendo o oficio da proposta dirigido, como o Amigo me indicou, ao senhor Director Geral do Ensino Superior e Belas Artes. Está lá tudo isso desde 30 do mêz passado. A nossa vida aqui continua no mesmo miseravel estado. Quis luz electrica, e andei a ela; quis uma vitrine para a cruz monumental do Gonçalo Anes, e andei pedir para ela; quis o Arquivo fotografico do Museu, e andei a pedir para êle: Tudo isto representa mais de três contos de reis. Pois apesar disso, apesar de trabalhar como se tudo isto fosse meu, não obtenho sequer que me respondam aos ofícios, e a respeito do meu ordenado, do ordenado do sr. Pereira, da mulher da limpeza e do custo do expediente - tudo isso é uma sombra sobre o horizonte desta casa. Porque? Talvêz porque eu tenho o mau costume de acordar diariamente a pensar no Museu e no seu progresso, e porque adormeço todas as noites a pensar na mesma coisa. É grande favor saber se os nossos ordenados de Setembro e Outubro nos serão pagos, bem como se é possível tornar definitiva em breves dias a situação do sr. Pereira. Peço-lhe desculpa de não escrever, mas quando trato destes assuntos, os meus nervos doentes (e doentes ao serviço da Nação), poem-se-me todos no ar. Cumprimentos às Senhoras Alfredo Guimarães