Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

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Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

Detalhes do registo

Nível de descrição

Documento simples   Documento simples

Código de referência

PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2877/10-29-17-6-38

Tipo de título

Atribuído

Título

Carta de Alfredo Guimarães para Alfredo Pimenta

Datas de produção

1936-11-14  a  1936-11-14 

Dimensão e suporte

1 f. (28 x 22 cm); papel

Extensões

1 Capilha

Âmbito e conteúdo

Uma proposta da Câmara Municipal de Guimarães relacionada com Arquivo Municipal.

Tradição documental

Tipo técnica de registo

Assinaturas

Alfredo Guimarães

Condições de acesso

Comunicável

Condições de reprodução

A reprodução deverá ser solicitada por escrito através de requerimento dirigido ao responsável da instituição

Aspeto físico

Cota atual

10-29-17-6-38

Idioma e escrita

Escrita

Notas de publicação

Referência bibliográficaPIMENTA, Maria Tereza (2005) - Cartas Inéditas de Alfredo Guimarães a Alfredo Pimenta durante os anos 30 e 40 do século XX. "Gil Vicente: Revista de Cultura e Actualidade". Guimarães: Cidade Berço. IV série n.º5 (2004-2005), p. 42

Transcrição

Meu querido Amigo Há-de haver uns nove dias, encontrei na rua da Rainha o sr. dr. Américo Durão, que me disse ter entre os seus papeis uma proposta do "Cuécas" na qual lhe parecia descobrir qualquer coisa que significava uma reviravolta em materia de resoluções acerca do Arquivo Municipal de Guimarães... Isto assim, vagamente indicado... Fui logo ao Arquivo, para comunicar a seu irmão a boa nova; e os dois ficamos na convicção de que alguma coisa se fazia já, por influencias de lisboa - por influencias suas. E démos na sala duas voltas alegres de Caninha- Verde! Hontem de manhã encontrei na Porta-da-Vila o sr. dr. Américo Durão, e pedi-lhe que me dissesse o que sabia acerca de tal proposta. Respondeu que ela tinha sido aprovada de vespera, e que estava escrita nos termos mais agressivos para o meu querido Amigo. Fiquei espantado, e num movimento de revolta (discretamente contido) não pude deixar de lhe perguntar:- Então o Sr. Dr. não viu isso na primeira leitura?...- Vagamente... vagamente...E eu fiquei a conhecer o ribatejano. Gosta de provocar emoções fortes, para ver consegue da revolta dos outros ver-se livre de quem lhe tirou quatrocentos escudos mensaes. Gosta de meter os outros ao sarilho, em proveito próprio. Estes processos nada têm de superiores, lembram-me os usados pelas creadas de servir. A proposta é, com efeito, áspera, mas deve ter origem (áparte a termologia de alveitar) , no disparate de ele estar a pagar a empregados não nomeados pelo Município como se de facto legalmente o fossem. Emendou a asneira, e aproveitou a oportunidade de disparar o coice. Gloria lhe seja. Pelo vistos, o homensinho vae demorar os pagamentos, como me fez a mim durante sete meses, e acaba por pagar tudo! Pois é claro! Que remédio tem ele! Já dispuz o seu irmão para estes contratempos cuéqueiros. Por cá se arranjará tudo. No meu caso segui o processo de não aceitar de menos um centavo e de reclamar permanentemente o mesmo. E fui pago sem a diferença de um vintem, no que respeita ás contas apresentadas; no que respeita à verba do orçamento municipal, nisso então fui roubado á vara larga. Mas o que fazer?!... Para tudo aqui estou, incondicionalmente ás suas ordens. Os meus respeitos às Senhoras. Seu, do coração: Alf. Guimas