Carta de Alfredo Pimenta para Oliveira Salazar

Ações disponíveis

Ações disponíveis ao leitor

Consultar no telemóvel

Código QR do registo

Partilhar

 

Carta de Alfredo Pimenta para Oliveira Salazar

Detalhes do registo

Nível de descrição

Documento simples   Documento simples

Código de referência

PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/002-017/10-29-19-6-40

Tipo de título

Atribuído

Título

Carta de Alfredo Pimenta para Oliveira Salazar

Datas de produção

1946  a  1946 

Dimensão e suporte

3 f. (30 x 21 cm); papel

Extensões

1 Capilha

Autor intelectual

Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadePimenta, Alfredo Augusto Lopes. 1882-1950, historiador, escritor e poeta AAP/AP Autor

Âmbito e conteúdo

Anuncio da entrega no Supremo Tribunal de Justiça do recurso contra a decisão da Academia Portuguesa da História.Questão da Academia Portuguesa da História - Em 12 de maio de 1943, Alfredo Pimenta apresenta à Academia Portuguesa de História um trabalho sobre a necessidade de se repor a verdadeira data da descoberta do Brasil. Aguardou resposta, mas a única correspondência que recebeu foi uma circular da Academia a participar que nenhum académico poderia apresentar comunicações no período antes da ordem do dia. Desde logo, soube que aquela circular lhe era dirigida, pois era o único académico que adotava este procedimento. Não deu importância ao conteúdo da circular, pois o que lhe interessava era receber resposta da sua proposta de trabalho da reposição da data do descobrimento do Brasil. Indagou a Academia sobre este assunto, que retorquiu não terem recebido o trabalho em apreço. A partir desse momento, Alfredo Pimenta fica indignado e declara que não voltava aos trabalhos na Academia enquanto que a doutrina da circular não fosse retirada (académicos não poderem intervir antes da ordem do dia). Em 21 de Junho de 1946, de acordo com o artº 14º dos Estatutos da Academia Portuguesa de História, aceitou a renúncia de Alfredo Pimenta de académico, com a justificação de que não frequentava as sessões nem colaborava há mais de três anos. Alfredo Pimenta nunca teve intenção de renunciar e protesta junto de várias entidades sobre esta decisão do Conselho da Academia. Recorre ao Supremo Tribunal Administrativo, mas a sua pretensão é rejeitada no acórdão de 25 de julho de 1947. Este Tribunal considera-se incompetente em razão da matéria para conhecer o fundo da questão. Alfredo recorre ao Ministério da Educação Nacional e, em 29 de agosto de 1947, a Direção Geral do Ensino superior e das Belas Artes, emite um parecer acompanhado pelo despacho ministerial favorável à pretensão de Alfredo Pimenta restituindo-lhe a cadeira.

Tradição documental

Tipo técnica de registo

Assinaturas

Alfredo Pimenta

Condições de acesso

Comunicável.

Condições de reprodução

A reprodução deverá ser solicitada por escrito através de requerimento dirigido ao responsável da instituição.

Aspeto físico

Cota depósito

PT/AMAP/010/029/019/006/040

Cota atual

10-29-19-6-40

Idioma e escrita

Escrita

Unidades de descrição relacionadas

Relação genérica PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-07/0002

Notas de publicação

Referência bibliográficaPIMENTA, Alfredo - ”Na Academia Portuguesa da História, página solta dos seus Annais”. Lisboa: ed. Autor, 1946. PIMENTA, Alfredo - "Para a história da Academia Portuguesa da História com vinte e sete documentos”. Lisboa: ed. Autor, 1948.

Transcrição

1946 N.0 A-62 Ex.mo Snr Presidente do Conselho: - pois que me vi na necessidade de trazer V.ª Ex.ª ao corrente das minhas desventuras e em especial das que sopram dos lados da Academia Portuguesa da História que são o espanto de toda a gente, dê-me V.ª Ex.ª licença de lhe comunicar que, ontem, entreguei no Supremo Tribunal Administrativo, o meu recurso contra a decisão absurda e abominável daqueles senhores da magna Academia - que teve, no entanto, até agora, o poder de encontrar a solidariedade de um homem que vale mais do que eles todos: o Caetano Beirão que em sinal de protesto renunciou ao seu lugar. Espero que a Justiça do meu Pais anule a ignominiosa decisão que não tem o mais leve fundamento, e só traduz perseguição odienta e inveja mesquinha: Vamos a ver se me sinto amparado ou não. De V.ª Ex.ª com a melhor consideração m.to att.n v. or obrg.º.A.P.

Relações com registos de autoridade

Relações com registos de autoridade
Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadePimenta, Alfredo Augusto Lopes. 1882-1950, historiador, escritor e poeta AAP/AP Autor