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Instrumento público de João Martins, Corregedor do Rei Entre Douro e Minho, relacionado com os besteiros.

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Instrumento público de João Martins, Corregedor do Rei Entre Douro e Minho, relacionado com os besteiros.

Detalhes do registo

Nível de descrição

Documento simples   Documento simples

Código de referência

PT/MGMR/ADP/CMGMR/A/002/8-1-1-12

Tipo de título

Atribuído

Título

Instrumento público de João Martins, Corregedor do Rei Entre Douro e Minho, relacionado com os besteiros.

Datas de produção

1348-03-13  a  1348-03-13 

Dimensão e suporte

1 doc. (4 f., 2200x335 mm)

Extensões

1 Capilha

Autor intelectual

Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadeD. Afonso IV. 1291-1357, rei de Portugal AAP/RDAIV Autor

Tradição documental

Tipo técnica de registo

Aspeto físico

Cota atual

8-1-1-12

Cota antiga

Nº 11

Idioma e escrita

Transcrição

"João Martins Corregedor pol El Rey antre Doiro e Minho. A quantos esta carta virem faço saber que perante mim pareceu martim Martins procurador do conecelho da vylla de Guimarães e outros homens bons da dita villa de Guimarães e disseram que se que se candasse de muito aggravamento que receberam e recebiam de Martim Domingues...besteiros da dita villa e dos outros que antes foram dizendo que recebiam muito maliciosamente muitos besteiros por algo que lhes davam por rogos e serviços que lhe fariam em damno e em prejuízo do dito concelho, nem se aguardando ahi o serviço del Rey nem a prol do povo e que esto faziam por serem escuzados estes que assim eram besteiros de tutorias e de talhas e de fintas e que não serviam o concelho e que vingaram quatro soldos e meio de custas e não responderam perante o juiz mas perante seu Anadel e que levavam corrigimento e pediu-me que visse a Ordinhação que El Rey sobre esta razão fizera e que o corregesse como achasse que era direito e aguisado. E eu visto o que mi assim pedem mandei que na primeira audiencia fosse citado o dito Martim Domingos anadel para os ouvir sobre esto e fazer o que achasse por direito e logo o dito Martim Martins disse que el tinha de ir alguns lugares que lhe era compridoiro e que não podia aqui estar residente e que por poder de uma procuração que havia estabelecia por procurador Gil Martins procurador nas audiencias de Guimarães e deu-lhe todos os poderes......que el havia na dita procuração da qual o teor é - Saibam todos os que em presença de mim Martim Anes tabelião de Guimarães e das testemunhas adeante escriptas na Crasta de Santa Maria do dito lago, sendo hi o Concelho da dita villa apregoado pelos pregoeiros desse logar para esto que se adeante segue fizeram ordenaram estabeleceram por seus certos procuradores abondoso como melhor emais compridamente pode e deve e mais valer Martim Martins da Tendas, mercador da ditta villa, o portador desta presente procuração geral sobre todos os preitos e demandas que o dito Concelho ha e espera haver monidas e por mover em bem por el dito Concelho demandar ou queiram demandar ou elles a elle sobre quasquer cousa ou cousas também..........Perante qualquer ou quasquer Juiz ou Juizes assim eclesiásticos .........aos feitos a demandar deffender pedir receber dinheiros..contradizer....conter comprometter allegrar razoar esperar? recomeçar? e jurar em suas almas juramentos quaesquer que lhe com direito forem demandas...por nas partes adversas se mester for para as? contestar libellos testemunhas e outras provas dar Sentença ou sentenças ouvir e apellar se metser for e appelação ou appellações seguir e renunciar se cumprir e deram-lhe poder que elle pelo dito concelho e em seu nome possa prover e .....e recadar deffender receber todas as herdades possessões e bens e rendas do dito Concelho que as haja e tenha e de direito deva d'haver e quitar do que receber e para outro sim receber todalas dividas que ao dito Concelho devem de quem quer que lhas deva e haja a dar em qualquer lugares e por qualquer razão e quitar d'aquillo que receber e para mandar fazer em instrumento ou carta de pagar ou quitação quantas e quaes cumprir e para fazer estabelecer outro ou outros procurador ou procuradores em seu nome do dito concelho e em seu logo do dito Martim Martins e para todelas outras cousas dizer e prougar que o dito Concelho....diria e faria procurarira e demandaria se for na pessoa presente fosse. E o dito concelho assim e prometeram haver firme e estável para sempre sob obrigação dos bens do dito concelho que quer que eplo dito seu procurador ou pelos seus sobestabelecidos por feito dito e procurado nas cousas suzo ditas e em cada uma d'ellas e revogaram logo todos os outros procuradores que haviam feitos até que feita no lugar sobredito vinte e quatro dias de Dezembro Era de mil trezentos e oitenta e seis anos testemunhas Vasco fagundes, Francisco Giraldes, Pero Martins do Paço, João Abril, João ..., Affonso Vasques, Ayras Jurães e outros Eu Martim Enes - tabelião de Guimarães esta procuração por mandado do dito concelho escrevi e prestou outorgamento e meu signal fiz que tal é - Depois d'esto no dito logo de Guimarães vinte e quatro dias do mez de fevereiro perante mim corregedor pareceu citado Pero Simões? alfaiate e besteiro da dita villa e procurador dos besteiros da dita villa por uma procuração que logo perante mim mostrou que tal é - Saibam todos que presente mim Pero Brana tabelião de Guimarães e as testemunhas que adeante são escriptas no mosteiro de São Domingos da dita villa, sendo Martim Domingues anadal dos besteiros da dita villa de Guimarães e sendo hi a maior parte dos besteiros que no dito logo haviam que hi eram chamados por Affonso Domingues pregoeiro que deu fe que os chamara por mandado de Pero Simões? besteiro, o qual Pero Simões? disse que el dissera ao dito pregoeiro, que os chamasse mandado do dito anadel para serem hi juntos especialmente para...se adeante segue. O dito anadel e os sobreditos besteiros que hi eram juntos foram fizeram seus procuradores abondosos ao dito Pero Simões? e Stevão? Girandes outrossim besteiros ambos em sembra e cada um d'elles em seu cabo com a a condição de um não ser meor que a do outro. E o que começar que o outro o possa acabar......sobre todos os preitos e demanads que havaima e entendiam d'haver antre qualquer ou quasquer pessoa ou pessoas que os demandem ou quiram demandar ou elles houverem por razão de bestaria e proivilégios d'ella como também nos feitos movidos como nos por mover por dante qualquer ou quasquer juizes que dos ditos feitos hajam e devam de conhecer ou demanadr deffender responder dizer contradizer....para escusar recusar se cumprir e para jurar em suas almas qualquer juramento que lhis com direito fosse demandado e para o por nas outras partes se cumprissse e preito ou preitos contestar libello ou libellos em juizo dar e artigos......testemunhas e outras provas dar e as da parte adversa contradizer respostas dar.....e para ouvir sentenças quaesquer d'ellas appelar seguir renunciar se mester for e para fazer restabelecer outros procuradores e em seu logo e em seu nome....revogar quando quer? e por quantas vezes lhe for necessário e depois da revogação o officio da procuração de cabo em si filhar e para fazer dizer tudo aquillo que ellese cada um d'elles fazia e diria se por suas pessoas presentes fossem. Convieram e prometteram haver por firme e estável para sempretodas as cousas e cada uma d'ellasque pelos ditos seus procurador ou procuradores por cada um d'elles ou pelos seus substabelecidos fossem feitos nas cousas suso ditas e em cada uma sob obrigação de todos os seus bens na qual procuração não consentiu nem outorgou Martim fernandes. Feita a procuração no dito mosteiro dez e sete dias de fevereiro. Era de mil trezentos e oitenta e seis anno, testemunhas que a esto forem presentes João Domingues morador em santarém homem que se dizia de João Martins Corregedor - Affonso Annes homem d'el Rey - Gonçalo morador em rua dos Gatos - o dito pregoeiro- E eu Pero Bravo tabelião de Guimarães que a esto presente fui. esta procuração a rogo e por mandado do dito Anadel e dos ditos besteiros que presente eram escrevi e aqui o meu signal pugi. E eu mandei ao dito anadel e dos ditos besteiros que à primeira audiencia me desse por escrito todos os besteiros que na dita villa haviam que de conto e que outrosim aquelle dia trouxessem algum privilégio ou carta escripta do nosso senhor El Rey para esto. E depois esto vinto e cinco dais de fevereiro o dito Pero Simões pareceu perante mim e outro sim o dito procurador do conecelho e o dito Pero Simões presentou perante mim um escripto dos besteiros do conto que na dita villa haviam e outro sim um privilégio que taes são: ….são os besteirosde Guimarães. Primeiramente Martm Durães lavrador de Bugalhos. Pedroces? Lavrador de Riba de Selho. Vasco Martins ferreiro da rua de Gatos, Lourenço Domingues mercador. Genro de Pedro peixeiro. Rodrigo Annes sobrinho de Martim Romeu. Gonçalo Peres sapateiro. Domingos das Quoirellas carpinteiro. Pero Nogueira. Domingos Affonso sapateiro. Gonçalo Martins sapateiro. Pêro Martins de Ponte sapateiro. Pêro Domingues sapateiro genro de Domingos Mendes. Stevão Martins soqueiro. Antoninho carpinteiro, genro de Martim de Basto. Domingos Peres o portelo?. Domingos de Mós. João de Basto. Stevão Giraldes. Martim Domingues vinhateiro. Acontiado de Carvalho, o genro de João Affonso clérigo que há nome Affonso Paes, Martim Annes genro de Pero Sabugueiro. Bartolomeu Lourenço alfaiate. Martim Anes genro de Pero Cerqueira. Pero Cerqueira. Domingos de Prado. Gonçalo Pinheiro. Thomé Affonso Pero Bravo tabeliães. Gonçalo Domingues alfaiate. João Annes alfaiate, filho do Abbade de Basto. Pero Simões. Domingos Mendes alfaiate. Martim Fernandes do Açougue. Pero Cabeceiras. Francisco Anes ourives. Garcia Rodrigues ourives. Domingos Peres alfaiate. Domingos Giraldes besteiro, filho de João Passos. Lourenço Domingues ourives. Gil Anes de Basto. Gonçalo Domingues filho do abbade de Travassos. Francisco sapateiro - Saibam todos que em presença de mim Thomé Affonso tabelião de Guimarães e das testemunhas que adeante são escriptas por Dante Stevão abbade do castello da dita villa sendo no alpendre Dante a igreja de São Miguel do castello e mostrou e ler fez por mim dito tabellião uma carta d’ El Rey D. Diniz a quem Deos perdoe e outra d’el Rey D. Affonso a quem Deus manda reinar muitos annos……….- D. Dinis pela graça de Deus Rey de Portugal e do Algarve. A quantos esta carta virem que eu querendo fazer graça e mercê aos besteiros da minha villa de Guimarães e aos dos Castello desse logo e aos do termo da dita villa «por serviço muy ffezerom e afirmadamente por façanha de gram lealdade que por mim mostraram em deffendendo a ditta villa e em deffendendo suas herdades e ssas lealdades, tenho por bem e mando que os ditos besteiros que quizerem ser do conto serão escriptos por um tabelião da dita villa e por Dante seu Anadal e que tenham boas bestas e sejam bons besteiros e serem bons besteiros sem nenhuma bula ou outro engano nenhum. E que estes d’aqui em deante hajam honra de cavalaria. E por esta honra que hão de cavalaria. Mando que se em alguns lugares houverem seus preitos e suas demandas e lhes houverem de julgar custa que lhes julguem custas de cavallo e se veados ou outra caça manterem . mando e deffendo que não levem d’elles….porém peia nenhuma nem encontros nem constranjam salvo se a ……..em alguma minha mata coutada que eu tivesse para minha caça estremadamente e a caça que matarem se a quizerem vender mando que a vendam sem almotaçaria e mando que seja escusados de irem haver um logar fora da dita salvoquerendo sair do Concelho da dita villa ou forem chamados para meu serviço e tenho por bem e mando que sejam escusados de «nuella» e de finta e de talha e de todas as outras feitas e facadas que antre o dito Concelho antre si fizer. Salvo em talhas ou fintas se as esse Concelho a mim hade dar e salvo ferimento de fontes e de pontes e de calçadas em que se nenhum não deve escusar e mando que os ditos besteiros escolham antre si um homem bom besteiro que seja seu anadal e estes que fizerem anadal jure aos santos evangelhos na smãos d’hum tabellião da dita villa que façam compridamente todo o direito aquelles que lho demandarem ou por antre houverem seus feitos ou suas demandas e que guarde sempre o meu serviço e a minha honra e a dos meus sucessores. E os ditos besteiros devem fazer cumprimento de direito perante o dito seu Anadal em todos os preitos e demandas que antre si houverem ou que outrem haja contra elles salvo em feito d’almotaçaria e em casos criminaes que deve responder como cada um dos outros vizinhos como cada um dos outros vizinhos do lugar onde forem moradores e em outros preitos ou demandas não devem responder nem ser chamados nem constrangidos perante seu Anadal e tenho por bem que o Anadal depois de servir suas seis semanas com o seu concelho que lhe dêem sua quitação maior que a cada um dos outros besteiros. E por esta graça e mercê que façam aos ditos besteiros e ao dito seu anadal mando e deffendo que d’aqui adeante que nenhum não seja ousado que faça mal nem força a elles nem asues homens nem a suas mulheres nem a suas herdades nem em suas possessões nem em nenhuma das suas cousas e aquelle que fizer ficará por meu inimigo e pagará a mim os meus incontos de seis mil soldos e carregar? Aos ditos besteiros em dobro o mal ou a força que a elles ou aquelles das outras suas cousas fizeram em testemunho desto dei aos ditos besteiros em dobro o mal ou a força que a elles ou aquelles das outras suas cousas fizeram em testemunho desto dei aos ditos besteiros esta minha carta aberta e sellada e o meu sello pendente. Dat em Lisboa aos doze dias Junho El Rey o mandou por João Lourenço seu vassalo João Peres a fez. Era de mil trezentos e sessenta annos João Lourenço - Dom Affonso pela graça de Deus Reyi de Portugal e do Algarve. A quantos esta carta virem faço saber que eu querendo fazer graça e mercê ao Anadal e aos meus besteiros do conto de Guimarães outorgolhe e confirmo a carta que elles hão das liberdades das bemfeitorias que lhes deu El Rey Dom Diniz meu padre a quem Deus perdoe. E mando que lhes seja cumprida e aguardada em todo assim como em ella é conteúdo e que nenhum não vá contra ella sob pena dos meus encontos em testemunho deste lhes dei esta minha carta. Dat em Lixboa vinte e seis dias de Junho. El Rey o mandou Martim Steves a fez. Era de mil trezentos e sessenta e três annos. As quaes cartas poulidas o dito alcaide e Martim Profiol? Procurador do concelho do Castello, pediram a mim tabellião em o traslado feito foi no Castello de Guimarães, no dito lugar vinte e um dia do mez de Julho da era de mil e trezentos e sessenta e três annos. Testemunhas Francisco Lourenço hortelão Martim Sabugueiro. Martim vieira vizinho do Castello. João….e outros. E eu Thomé Affonso tabelião sobredito que à petição dos sobreditos estes traslados escrevi e meu signal hi pugi em testemunho de verdade - E depois esto vinte e seis de Fevereiro em Guimarães perante mim corregedor pareceu Martim Domingues Anadal dos besteiros da dita villa e outro sim pareceu Martim Martins procurador do Concelho e eu disse? Que vista a ordenação do nosso senhor El Rey que fez outra vez nas cortes em Santarém em que seos concelhos já desto querelaram e contra si venda a ordenação que por El Rey é dada aos seus corregedores que mandava ao dito anadal que me desse por escripto os besteiros que havia do conto na dita villa para ver eu se eram “cuaes” e tantos, como cumpria e para escolher aquelles que visse que era serviço de Deus e del Rey e prol da terra de o….? E sem damno do Concelho. E dito anadal satisfazendo logo ao meu mandado deu uns róis de besteiros que dizia que havia na dita villa que tal é - Martim Domingues Anadal. Fernão Pães alfaiate. Bartolomeu Lourenço alfaiate. Martim Anes tosador. Pero Cerqueira Tosador. Domingos do Prado Tosador. João de Basto Sapateiro. Domingos Peres Sapateiro. Stevão Martins Soqueiro. Pero Domingues sapateiro. Gonçalo Martins sapateiro. Domingos Giraldes alfaite. Francisco Anes ourives. Martim Fernandes sapateiro. Domingos Giraldes alfaitae. Stevão de Ponte alfaiate. Pero Simões alfaiate. Pero Cabeceiras, Garcia Rodrigues ourives. Lourenço Domingues ourives. Rodrigo Anes mercador. Pero Nogueira mercadorMartim Durães lavrador - E eu visto esto mandei mandei que todos aquelles que no dito…….conteudos fossem perante depois de comer tirar ……? Para ver em se….eram mais que o cumpria para o serviço de bestaria - E depois disto dois dias de Março na dita villa de Guimarães eu dito Corregedor fiz perante mim Martins Durães lavrador porque me foi dito que fora metido por besteiro a rogo de alguns e por algo que delle houveram e fiz-lhe pergunta se sabia fazer mira em murdaço? Ou fechar besta ou em amolar ou fazer corda ou sobre corda ou tirar com besta. E elle disse que não E eu lhe dey juramento dos santso evangelhos pois elle era lavrador e não sabia fazer nenhuma cousa que o besteiro pertencesse nem saber tirar com ella que o movera a ser besteiro ou porque razão E o dito Martim Durães pelo dito juramento disse que não sabia …..do ofício da bestaria e que era homem lavrador e morava fora da villa e que dois besteiros do conto seus três e dos dois? Meses ofereceram ser besteiros dando-lhe a entender que por ser besteiro seria escusado de tutórias e de talhas e de fintas e que não serviria o concelho e que vingaria quatro soldos e meio de custas e que não responderia perante os juízes da villa mas perante o anadal que levaria corrigimento como de cavalleiro. E eu dito corregedor visto isto mandei que d’aqui adeante não fosse mais besteiros nem anadal nem outro nenhum homem houvesse por besteiro. E que lhe entregassem três libras e quarta que o dito anadal delle levou. E ao dito Martim Durães prougue de não ser besteiro. E de lhe entregarem seus dinheiros. E outro sim porque eu fui certo que no corpo da villa de Guimarães não passava por quatrocentos homens e que havia hi tantos besteiros e feitos alguns d’elles maliciosamente e como não deviam. E eu vendo como na villa de Santarém em que é de muito mais companhaque a dita villa de Guimarães por mandado d’El Rey não há hy mais que vinte besteiros de conto por eu dei juramento dos santos evangelhos ao dito anadal que me disesse quaes aos vinte d’estes quarenta e dois eram convenháveis para besteiros fossem do conto e mais não entendia que assim abandonavam estes para a villa de Guimarães e que se mais achasse que eram pertencentes para o dito officio de besteiros e visse que cumpriam que mãos lhes outorgaria de guisa que o concelho não fosse agravado porque estes taes que assim filhavam por besteiros maliciosamente eram escusados dos serviços suso ditos. E o dito Martim Domingues o pôs por aggravo porque dizia que lhes ia contra seu privilégio - E depois isto quatro dias de Março em esta villa de Guimarães pareceu Gil Martins….concelho dessa villa e Martim Domingues Anadel suso dito e deu logo perante mim uma cédula e um rol de nomes de besteiros satisfazendo o meu mandado que taes são. Perante vósJoão Martins Corregedor por El REy Entre Doiro e Minho Esto é o que diz Pero Simões procurador do Anadal e dos besteiros do Conto da dita villa de Guimarães assim é que diz em um privilégio que ganharam d’el Rey D. Affonso que Deos mantenha por muitos annos bons segundo em elle é conteúdo antre as outras cousas que os besteiros que quizerem ser do conto da dita villa e de seu termo que serão escriptos por um tabelião e perante o seu anadal. E agora estando assim os ditos besteiros mettidos por seu Anadal e escriptos por tabellião. Assim como manda o seu privilégio vós agora João Martins Corregedor pediste-me que vos desse por conto os besteiros e Eu fui ao rol e achei hi quarenta besteiros os quaes vos dei em escipto que dizedes ao Anadal que nos dê ende os vinte aquelles que elle vir que são mais pertencentes para a bestaria a qual eu Pero Simões ponho por aggravo para enviar sobre a mercê d’ El Rey porque entendo que os besteiros que ahi são metidos que são taes e tantos que cumprem na villa e em seu termo porque na villa de Guimarães e em seu termo há noventa e seis freguesias afora os que moram na villa. E por esta razão seria aos besteiros gram damno se mais poucos fossem segundo como servem a mendo quando com os presos quando por serviço d’ El Rey e não se poderiam alimentar nenhum segundo os besteiros seriam poucos e os outros seriam muitos. E assim se vós que ahi não haja mais que estes vinte e Anadal ponho por aggravo em nome dos ditos besteiros como seu procurador para o fazer saber à mercê d’El Rey com protestação que nos vão e o traslado do privilégio d’el Rey Dom Deniz e o traslado das cartas que nos deu El Rey Dom Affonso e com esta protestação não consentido em vos nem em termo nem em cousa que sobre isto façades que prejuízo faça ao dito privilegio nem às ditas cartas que os ditos besteiros ganharm dos ditos reis. E disto que assim digo perante vós peço a este escrivão uma carta com sello da audiência ou algum tabelião se aqui está que me de ende um stromento para o fazer saber a mercê de El Rei - João Martins estes são os besteiros que pediste ao Anadal que compridamente deviam de ser por besteiros segundo o meu entendimento e o que delles diziam primeiramente Martim Domingues Anadal. Domingos de Prado e Pero Cerqueira. Gonçalo Martins……João de Basto. Gonçalo Peres sapateiros. E eu lhes deu em resposta que eu não aggravava nem entendia d’aggravar os ditos besteiros nem lhes queria ir contra seus privilégios nem contra as cartas dos reis mais que as cumpra como achasse por direito e aguisado como fosse serviço d’El Rey e prol da terra mais que a verdade do feito e para tal que elle chegando ora aqui a esta villa de Guimarães e que me fora querelado pelo procurador e homens bons do concelho da dita villa dizendo que o dito Anadal e os outros anadaes que antes foram receberam maliciosamente muitos besteiros por algo que lhes davam e por rogos e por serviços que lhe faziam em damno e em prejuízo do dito Concelho não se aguardando hi o serviço de el Rey e que me pediam que visse a Ordenação que El Rey sobre isto fizera. E que o corregesses como achasse que era aguisado e eu por esta razãovenda a Ordenação que le Rey fez nas cortes outra vez em Santarém em que os concelhos já desto querelarem e outro sim vendo a Ordenação que por El Rey é dada aos seus corregedores que fizeram perante mim vir Martim Domingues que ora é Anadal dos besteiros da dita villa e outro sim o procurador do dito concelho de Guimarães mandei ao dito Anadal que me desse por escripto os besteiros do conto que Havai na dita villa para ver se eram mais e qunatos como cumpria e para escolher aqueles que visse que era serviço de Deus e D’El Rey e prol da terra deu razão e sem damno do Concelho. E o dito Anadal me dera por scripto quarenta e dois besteiros a ver os quaes eram dous tabelliões da dita villa de Guimarães - Convém a saber Pero Bravo e Thomé Affonso e alguns que eram …de ter cavallos. E que eram homens marchantes que andavam por França e por as outras terras que não faziam morada na dita villa de Guimarães. E mandei fazer apregoar que fossem todos ……para ver se eram taes quaes cumpria e não foram ahi mais de vinte e quatro ao tempo que lhes era assignado e que os fez atirar e não andava ahi que por besteiros fossem mais de dez e seise mais d’estes não saberiam fechar uma besta nem fazer mira nem….nem corda nem sobre corda nem encavalla segundo a besteiro cumpria de o saber. E outro sim que fora certo que alguns foram ahi mettidos a rogo por besteiros assim como Martim Durães o qual jurou aos santos evangelhos que não sabia parte do officio da bestaria e que era lavrador de fora da villa e que os seus besteiros dos dois mezes…….o fizeram seu besteiro damdo-lhe a entender que é certo que por ser besteiros seria escusado de tutórias e de talhas e de fintas e que não serviria ao Concelho e que vingaria quatro e meio de custas e não responderia perante o juiz da villa e que levaria corrigimento como de cavalleiro. E porque achará que no corpo da villa de Guimarães não passavam por quatrocentos homens e que ahi haviam tantos besteiros feitos alguns delles maliciosamente e como não deviam e vendo como na villa de Santarém que é de muito mães companha que a dita villa de Guimarães por mandado de el Rey não há mais que vinte besteiros de como forem disse ao dito anadal que por juramento dos santos evangelhos que os visse d’estes quarenta e dois eram mais convenhaveis para besteiros vista já a informação que eu d’elles havia e que mandaria que os ditos vinte besteiros fossem do conto e mais não entendiam que assaz abundavam para o ditto officio de besteiros e visse que cumpriam que mais lhe outorgaria de guisa que o concelho não fosse aggravado porque estes que assim filhavam por besteiros maliciosmanete eram escusados dos serviços suso ditos pela guisa que esto eu fizesse que o faria saber à mercee d’El Rey - Depois isto terça feira onze dias do dito mez o dito anadal pareceu e disse que lhe desse igual recado e desembargo tivesse por bem. E eu lhe mandei que os treze dias do mez fizesse ir à barreira aos vinte besteiros que elle por juramento dera por escripto que para esto eram no qual dia foram à barreira os ditos besteiros sobre Pero Nogueira e Martm…e Stevam Giraldes spateiro. Que o dito anadal disse não eram na villa e que foram fora pela Comarca endereçar? Seu proveito. E eu os fiz tirar na barreira e achei que eram convenhaveis para besteiros. E outro sim fui certo que o eram os sobreditos Pero Nogueira e Martim ?e Stevam Giraldes que não eram na villa como quer que alguuns d’elles tivessem más bestas. Mandei da parte de el Rey que estes vinte besteiros com o seu Anadal que entendiam que abundariam na dita villa de Guimarães. Fossem besteiros e lhes fossem guardados os privilégios e graças e mercês que lhes for El Rey eram dados e que mais besteiros não houvesse ahi que vinte e seu Anadal. Porque entendia que se mais fossem que não era serviço d’El Rey e que seria prejuízo e damno ao concelho da dita villa e que minguandop cada um detses vinte que o Anadal pudesse metter outro em seu logo. O qual visse que para ello era segundo pol El Rey era mandado. E mandei ao dito Anadal que fizesse boas bestas recebendas e alguns dos sobreditos que tinham más bestas com entendimento que se trouvesse de mester? Que mais besteiros cumprissem que os mettessem . E os ditos Anadal e Pero Simões procurador dos ditos besteiros que presentes sejam pediram disto uma carta para fazerem saber à mercê d’El Rey por que veriam que eu os aggravava e Martim Martins procurador do dito Concelho outro sim pediu outra carta de sentença. E eu mandei-lha dar em testemunho das cousas sobreditas. Dada em Guimarães treze dias de Março Vasco Affonso do Porto a fez Era de mil trezentos e oitenta e seis annos."

Relações com registos de autoridade

Relações com registos de autoridade
Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadeD. Afonso IV. 1291-1357, rei de Portugal AAP/RDAIV Autor