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Provisão de D. Afonso V a conceder privilégio perpétuo à vila de Guimarães

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Provisão de D. Afonso V a conceder privilégio perpétuo à vila de Guimarães

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Provisão de D. Afonso V a conceder privilégio perpétuo à vila de Guimarães

Detalhes do registo

Nível de descrição

Documento simples   Documento simples

Código de referência

PT/MGMR/ADP/CMGMR/A/002/8-1-2-6

Tipo de título

Atribuído

Título

Provisão de D. Afonso V a conceder privilégio perpétuo à vila de Guimarães

Datas de produção

1462-05-27  a  1462-05-27 

Dimensão e suporte

1 doc. (170x400 mm)

Extensões

1 Capilha

Autor intelectual

Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadeD. Afonso V. 1432-1481, rei de Portugal AAP/RDAV Autor

Âmbito e conteúdo

Provisão de D. Afonso V, em Lisboa a 27 de Maio de 1462, concedendo privilégio perpétuo para que a vila de Guimarães não fosse dada senão ao príncipe sucessor do reino.Confirmada por el-rei D. Henrique, a 25 de Maio de 1579.Confirmada por D. Filipe I, em Tomar, a 17 de Maio de 1581.D. Henrique mais confirmou, por dois anos, todos os privilégios da vila de Guimarães a 25 de Junho de 1579."

Indexação onomástica

Tradição documental

Tipo técnica de registo

Aspeto físico

Cota atual

8-1-2-6

Cota antiga

Nº 61

Idioma e escrita

Notas de publicação

Referência bibliográficaALMEIDA, Eduardo d' (1923), Romagem dos Séculos. Guimarães: Sociedade Martins Sarmento, 223.

Transcrição

«Dom Affonso Per Graça de Deos Rei de Portugal e do Algarve e senhor de cepta a quoantos esta Carta virem fazemos saber que o concelho da Villa de Guimarães por seus procuradores se enviarõn a nos agravar, fazendo recontentamento em como sempre a dita Villa por seu huã das melhores de nossos Reinos fora pellos Réis nossos antecessores sempre havida por Real e da coroa de seus Reinos sem a querendo dar a pessoa alguã, posto que a ellos muito chegada fosse en devido, e sangue e que polla nos darmos ao Duque de Bragança meu tio cuia alma Dës Aia e por sua morte a dom fernando seu neto meu muito amado sobrinho Receberom em ello muito aggrava, pedindonos por merçe que considerando a nobreza e grandeza da ditta Villa e os muitos serviços que os moradores e vesinhos della nos tempos passados fizeram aos dittos nossos antecessores e isso mesmo a nos e esperavam daqui en diante sempre fazer quizemos outorguar perpetuo privilegio a ditta Villa que ia mais por nos nem nossos socessores podesse ser dada a alguã outra pessoa mas pera sempre ficasse Real livre e izenta a pessoa nossa e dos Réis que pellos tempos fossem.E visto por nos seu requerimento e esguardando ser verdade o que por ellos he ditto e a muita rezam que tem de lhe assim outorguar o que nos requerem posto que a Ja assi dessemos aos Dittos meu tio e sobrinho por alguãs couzas vigentes que nos a ello moverom. A nós praz que por falecimento do ditto meu sobrinho ou por qualquer outro modo que a elle leixe, a ditta Villa jamais por nos nem nossos socessores nam possa ser dada a alguã passoa posto que de grande excelencia e nobreza seia. Ataa ser filho meu natural lidimo ou dos sobre dittos se nom for o primogenito herdeiro e socessor de nossos Reinos e posto que a defeito dessemos queremos que tal doaçam não valha nem aja vigor nem effecto e por nossa feé Real o prometemos Assi guardar e cumprir e rogamos e mandamos aos dittos nossos socessores que sobpenna de nossa bensam o cumpram e guardem assi compridamente como em esta nossa Mrece he conteudo por quanto ho avemos Assi por serviço de Dës e nosso e dos dittos nossos socessores dada em a nossa cidade de Lx.a vinte essete dias de Majo Lourenço de Guimaraes a fez Anno de nosso senhor Ihüz Xpõ. de mil e quatro centos e secenta e dous Annos. El-rej1 ». - Além das muitas prerrogativas e isenções, que elrei D. Manuel nos concedera no foral, a 26 de Janeiro de 1500, concede aos homens bons e da governança da vila o privilégio de infanções, «pelo qual os privilegiados não podiam ser metidos em tormentos, por nenhuns malefícios, salvo o caso em que o podem ser os fidalgos do Reino e Senhorios: - que não possam ser presos por nenhum crime, somente sobre suas menagens, assim como o são e devem ser os ditos fidalgos: - que possam usar por todo o Reino e Senhorios quais e quantas armas lhes aprouver de noite e de dia, assim ofensivas como defensivas: - que gozem de todas as graças, liberdades e privilégios, que os monarcas passados concederam à cidade de Lisboa, ressalvando que não possam andar em bestas muares: - que todos os seus caseiros, mordomos, lavradores encabeçados, e os que continuamente viverem com eles não sejam constrangidos a servirem em guerras, nem em outras idas nem por mar nem por terra, só quando acompanharem os ditos homens bons e da governança:- que ninguém pouse com eles, nem lhe tomem suas casas, moradas, adegas,cavalharices nem suas bestas de cela, nem de albarda, nem nenhuma outra coisa do seu contra suas vontades: - que gozem finalmente de todas as liberdades, que antigamente gozavam os infanções e ricos homens sob pena de seis mil soldos contra os contraventores».Caldas, António José Ferreira - Guimarães: Apontamentos para a sua História. Guimarães:CMG,SMS,1996.

Relações com registos de autoridade

Relações com registos de autoridade
Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadeD. Afonso V. 1432-1481, rei de Portugal AAP/RDAV Autor