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Carta de privilégios de D. Fernando à vila de Guimarães

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Carta de privilégios de D. Fernando à vila de Guimarães

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Carta de privilégios de D. Fernando à vila de Guimarães

Detalhes do registo

Nível de descrição

Documento simples   Documento simples

Código de referência

PT/MGMR/ADP/CMGMR/A/002/8-1-3-12

Tipo de título

Atribuído

Título

Carta de privilégios de D. Fernando à vila de Guimarães

Datas de produção

1369-09-20  a  1369-09-20 

Dimensão e suporte

1 doc. (520x465 mm)

Extensões

1 Capilha

Autor intelectual

Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadeD. Fernando I. 1345-1383, rei de Portugal AAP/RDFI Autor

Âmbito e conteúdo

"Dom Fernando pella graça de Deos Rey de Portugal e do Algarve. A quantos esta carta virem ffazemos ssaber quo nos conssiderando como os homees boos e Concelho da nossa Villa de Guimarães forom ssempre e ssom muj leaaes e verdadeyros e como sse estremarom e aprestarom ssempre pera fazer serviços aos Rex nossos anteçessores fazendo por eles muj boas façanhas e ffeitos assynados guardandolhy ssempre os devidos da naturaleza da menagem que os poboI que Rey hom, fazem e devem guardar a sseu Senhor, como esto começarom de fazer des a pobraçom dessa Villa, e ao primeiro Rey que foy en Portugal e assy o continuarom des entom em nos tempos en que recreçerom mesteres aa casa de Portugal, assy em no tempo delRey Dom Denis, come no tempo delRey Dom afonsso nosso avoo a quem Deos perdoe deffendendo sempre e guardando essa Villa pera elles contra mujtas gentes que a por uezes çercarom e quiserom filhar em baixamento do estado desses Reys por as quaaes razões lhis elles derom e fezerom mujtas graças e merçees e liberdades, come agora em no nosso tempo esses homees boos e conçelho guardarão a nos os devedos da naturaleza e da vassallagem que comnosco teem defendendo e emparando essa nossa Villa, a dom anrrique que sse chama Rey de castella quando a agora teve çercada com o sseu poder e lhy fezerom mujtos dannos e desonrras. e assynadamente tomandolhy dentro em no seu raal por força, dom Fernando de Castro que el tragia preso e porque nosso Senhor Deos que he justiça verdadeira mandou e acomendou aos Reys que pos em sseu logar em na terra, e a quem deu o sseu poder sobre os pobos que lhis dessem galardom pelos bees e estranhamento e escarmento dos males, querendo nos desto husar e conheçer e galardoar a esses homees boos e conçelho de guimarãaes este serviço e façanha que a nos e por sy meesmos fezerom come dito he, e porque esto seia testemunho a todalas jentes que guardarem e fezererem lealdade e verdade que nossa entençom e voontade he de lhes fazer muytas merçees. Por todas estas razões. Nós querendo fazer aos sobreditos homees boos e conçelho de guimarãaes graças e merçees quo nos enviarom pedir ssobre estas cousas adeante scriptas. Outorgamolhas come sse adeaute seguem, Primeiramente nos enviou dizer esse conçelho que a cerca dessa Villa he muj grande e a companha pouca tambem na vila como no termho porgue a major parte e melhor do termho da dita Villa ffoj dada ao Infante Dom Joham e ficou a Villa ssem termho e he por hy muj mynguada porque parte do conçelho da dita Villa, era chamado pera nosso serviço os do termho da dita Villa serviam com ci pagauam com el e pagavam com el os encarregos que recreciam, e quando ora foram çitados mandou a Gonçallo Jerez corregedor a alghuus julgados de terras chãas que sse colhessem em essa Villa com ho pam e vinho e averes e os ajudassem a defender a villa, e tambem os juizes come os dessas terras procurarom de o ffazer, assy que em essas terras chãas fficou grande mantimento e companhas; e elles ficaram todos mjnguados que nom veerom nem hum dos que avjam de vyr, e ficarom muj poucos em grande perigoo, e pediramnos por merçee pera a villa seer manthenda e deffesa pera o nosso serviço que pollo termho que Ihy nosso padre tomou que era junto com essa villa que lhy dessemos os gados de vermuy e do ffelgeiras e ho de ffreitas que ssom juntos e partem com os termhos dessa Villa e por esto sseeria a Villa melhor pobrada e deffesa para nosso seryiço. Nos fazendo graça e merçee a esse conçelho e a essa Guimarães damoslhis e outargarmolhis per maneira de doaçom por sseus termhos e que aiam por sseus termhos toda a terra que ora he chamada Vermuy a terra que he chamada Felgeiras e a terra que he chamada Freitas as quaes ora ssom julgados e partem com os termhos da dita Villa de Guimarãaes, com as moradores em ellas assy e em tal maneira que ora seiam essas moradores dessas terras e os dessa Villa de Guimarães todos huum poboo e huum conçelho e essas terras de Vermuj e de felgeiras e de ffreitas termho dessa Villa, e nom seiam daquj em deante julgados nem concelhos como o ante eram reservando e reteendo pera nos alghuuns direitos se os havemos daver dessas terras ou dos moradores delas ou de cada huum deles que a nos e a nossos anteçessores fezessem e devam fazer assy em jeeral come em espiçial per qualquer maneira que a nos perteença e seiam devidos que taaes djreitos como estes queremos que fiquem comnosco que Os ajamos nose nossos soçessores. Outro sy no enviarom dizer esse conçelho e homees boos de Guimarães que em essa Villa ha a Villa que chamam do castello, a quall ha jurdiçom apartada corn parte do muro novo a fondo do muro velho o quando ora foy çercada tambem a Villa velha com sseu termho (canueo?) elles de a guardar e defender, e como quer que os moradores desse logo ssom boos quo nom erom tantos que a podessem defender ssem ssa ajuda e pois dela teem ho encarrego pediromnos por merçe que ajuntassemos a jurdiçom e ffosse toda huma e per hy sseeria o nosso serviço melhor guardado. Nos querendo fazer graça e merçee a esse conçelho teemos por bem e mandamos que a jurdiçom daquj em deante seia toda huma he nom departida e que aia dous juizes em toda essa vilta em cada huum ano e nom majs, os quaaes seiam escolheitos pelos homees boos o conçelho dessa Villa e confirmados per nos e per nossos soçessores, e que assi os dessa Villa que chamam do castelto come dessa outra Villa de Guimarães seiam todos huum poboo huum conçelho. Outrosy nos enviarom dizer que a essa Vitla que chamam do castello foy outorgada antigamente feyra quatro vexes no ano cada feyra quatro dias a em estes dias era mandado quo as vyandas a mercadorias que as nom vendessem em essa nossa villa e as levassem ao castelo o desto sse ssegia gram dapno a essa Vilta de Gujmarãaes e mujto scamdalo antre elles e os do castello sem prol que aos do castello dessa feira veesse porque a essa feira dessa Vitla nom veem mercadorias de fora parte nem mercadores que comprem nem vendam nem sse veendem em essa feira outras mercadorias salvo mantymento que assy a lo Ievam dessa Villa que vam a lo conprallo no que elles nom teem prol, pediromnos por merçee de lhy mandarmos que nom aia hy esta feira. Nos querendo sobresto fazer graça e merçee dito concelho e Vita de Guimarãaes teemos poi hem que nom aia hy a dita feira, e.mandamos e outorgamos a esse conçelho que possam fazer e façam em essa Vitla de Gujmarãaes em cada huma domaa feira em huum logar a huum dia assynado qual esse conçelho pera esto scolher. Outrossy nos enviarom dizer que esse conçelho prometeu serviço a nosso padre em tempo que pero tristam foy corregedor do qual ainda devem mjl e cem libras, e depois lhis mandou pedir outro serviço per Fernam martjnz e elles prometeronIhy de fazer serviço de pagar cada huum quatro vezes a moeda e diziam que ficarom muj pobres e derrancados porque esse conçelho avja tres meses que manteveram em galiza e em melgaço dez homees de cavalho e dez beesteiros e cento homes de pee, em quo diziam quo despenderom bem tres mjl libras, e ora quando a Villa foy cercada fezerom gram despeza em as cousas que compridoiras forum pera defesa dessa Villa e em mantjmento que derom a alghuuns Lavradores que hy veerom que o nom tynham. E pediamnos por merçe que lhis quitassemos estes serviços. Nos querendo fazer graça e merçee a esse conçelho quitamoslhy todo aquello quo a nos dove e que ficou por pagar das ditas mil e cem libras e da dita moeda que cada huum avja de pagar quatro vezes segundo per esse conçelho foy prometudo, e defendemos aos nossos almoxarifes o sacadores e porteiros e a outros oficiãaes quaesquer que nom costrangam o dito conçelho nem outra pessoa dessa villa ou termho por a dita razom. Outrossy nos enviou dizer o dito conçelho quo o termho da dita Villa foy roubado e queimado gram parte e mortos mujtos lavradores e deles presos e roubados dos gados e de quanto avjam assy quo os lavradores nom teem per hu lavrem as erdades que tragiam e perderom os frujtos que lavrados tynham, e que ora ho nosso almoxarife non enbargando esto os costrangia que pagasem a nos as rendas dos ffrujtos que lhis assy dapnarom. E pedi por merçee quanto a nos perteençja das nossas erdades de mandar que nom fossem ogano constrangudos por renda porque cada huum dos dessa comarca nom ham ogano renda de erdades que aiam e era nosso serviço ao deante de lhis quitar parte das rendas que avjam de dar ca em outra guisa ficariam despobradas porque lhis nom ficarom gaados nem mantjmento per que as lavrassem e a terra ficaria despobrada o que he em gram dapno da Villa e nom hera vosso serviço: Nos ssobresto querendo fazer graça e merçee a esse conçelho e aos lavradores e moradores em essa Villa em sseu termho que fezerem certo ao nosso almoxarife e escripnam dessa Villa que elles estavam dentro em essa Villa em serviço nosso a deffendjmento della quando a ora teve çercada dom anrrique quitamolhis as rendas e djreitos que nos este ano avjam e gram thendos e obrigados de dar por razom das erdades nossas que de nos teem e tragem, e deffendemos aos nossos almoxarifes e sacadores e porteiros e oficiaaes que os nom costrangam por ellas, ffazendo elles antes certo aos nossos almoxarife e esscripvam come dito he. Outrosy nos enviou dizer o dito conçelho que a terra nom podja sser lavrada per gram tenpo per mjngua de companha e lavradores e que os nossos rendeiros costrangiam os lavradores que pagassem raçõoes das erdades que nom podiam lavrar, e pediromnos por merçee que mandassemos que nom seiam costranjudos os que as lavrar nom podesem mostrando que nom ha maliçia. Nos querendo sobre esto fazer graça e merçee ao dito concelho e aos lavradores que moram em a dita Villa ou em sseu te-ElRey.Johám gonçallez."

Tradição documental

Tipo técnica de registo

Selos

Tem selo pendente.

Aspeto físico

Cota depósito

PT/AMAP/008/001/003/012
PT/AMAP/08/01/03

Cota atual

8-1-3-12

Cota antiga

Nº 22

Idioma e escrita

Notas de publicação

Referência bibliográficaALMEIDA, Eduardo d' (1923), Romagem dos Séculos. Guimarães: Sociedade Martins Sarmento, 61-78.

Transcrição

mho que fezerem certo que estavam dentro em essa Villa em serviço nosso e em deffiendjmento della quando a agora teve cercada dom anrrique, e que per nemhuma guisa nom podem laurar nem aprofeitar as erdades que de nos teem e tragem quitamoihis estes dous anos as rações e djreito que nos por elles ham de dar ffazendo elles todo sseu poder pera as lavrarem e aprofeitarem. Outrossy nos envjou dizer esse conçelho que nos lhis deramos por juiz Domingos perez do Porto e mandamos que Ihy dessem em cada huum ano quinhentas libras, e que esta contia lhy nom podia der por a mjngua qne avjam como dito he, e que na Villa havia taaes que ssom hidonjos pera juizes e que faram a nos serviço, o que fosse nossa merçee que lhy alçassemos esse juiz e mandassemos que ouvesse hy juiz de sseu foro. Nos querendolhis ssobre esto fazer grace e merçee teemos por bem e mandamos que nom seia juiz em essa Villa. e que esse conçelho enleja ssens juizes a enviem a nos a enliçom como dito he em cjma. Outrossy nos enviou dizer esse conçelho que elles derribarom e destroirom os arranbaldes da dita Villa por defesa della e aquelles cujas as casas eram queriam demandar ho conçelho que as corregesse e o dapno hera tamanho que nom tynha o conçelho per hu o paguasse e fosse nossa merçee de nom dar este dapno ao conçelho ca o nom podia correger e mandassemos que daquy a deante nom ouvesse hy arravaldes ca eram dapnosos aa defesa da Villa nem arvores nem casas a redor do muro açerca de cercuito dhuma beesta. Nos querendo ssobresto fazer grace e merçee a esse conçelho teemos por bem mandamos que nom seia theudo esse conçelho aquelles cujas eram as casas que esse concelho derribou por prol e defenssom dessa Villa de lhas correger nem "pager, o mandamos e deffendentos que daquy em deante nom façam nem huumas cases nem ponham arvores a redor dessa Villa as de ffora tam chegadas ao muro que possam hy tirar e lançar huma boa beesta ssenam dentro ou açerca do muro dessa Vila, e sse alghumas casas on arvores hy estom agora mandamos que as derribem e tirem logo aqueles cujas ssom ssopena de as perderem e..... conçelho. Outrossy nos envjou dizer esse conçelho que os tabelliães desa villa seiam de pager a nos e aos nossos anteçessores em cada huum ano trezentas libras e tomaramlhis a major parte do julgado e costrange a nosso almoxarife que nos pagem essas trezentas libras nom lhis descontando nenhuma cousa pola terra que lhis foy tomada elles eram bem deligentes nosso serviço. Pediromnos poor merçee que desta contia lhis mandassemos descontar parte segundo a terra que lhis tomarom, ca doutra gisa elles nom poderiom viver em esses offiçios. Nos querendo fazer graça e merçee a esse conçelho e aos tabelliãaes dessa Villa que fezerem certo aos nossos atmoxarife e escripuam della que esteverom dentro em essa Villa em nosso service e em deffensom delta quando ora foy çercada como dito he quitamolhis a renda que nos avjam de dar este ano desse tabelliado e defendemos no nosso almoxarife e porteiros sacadores que os nom costrangam por essa renda ffazendo elles çerto como dito he. E em testemunho desto mandamos dar ao dito conçelho esta nossa carta seelada de nosso seellode chumbo (I). Dante em Cojnbra vynte diasde setembro ELRey o mandou por Joham glliz see vassallo e veedor da ssua fazenda Johan' marecos a ffez Era de mjl e quntroentOS ssete aflos.

Relações com registos de autoridade

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Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadeD. Fernando I. 1345-1383, rei de Portugal AAP/RDFI Autor