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Pimenta, Alfredo Augusto Lopes. 1882-1950, historiador, escritor e poeta

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Pimenta, Alfredo Augusto Lopes. 1882-1950, historiador, escritor e poeta

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Nível

Registo de autoridade   Registo de autoridade

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AAP/AP

Forma autorizada de nome

Pimenta, Alfredo Augusto Lopes. 1882-1950, historiador, escritor e poeta

História administrativa/biográfica/familiar

Alfredo Pimenta nasceu na Casa de Penouços, freguesia de S. Mamede de Aldão, nas franjas da cidade de Guimarães, a 3 de Dezembro de 1882, numa família de médios proprietários rurais. Viveu depois alguns anos em Braga e voltou à cidade natal em 1892; aí frequenta o Colégio de S. Nicolau no Beringel, onde teve como mestre ‘admirável’ o Cónego José Maria Gomes. Recebeu, em 1893, o prémio da Sociedade Martins Sarmento para o melhor aluno da instrução primária. Órfão de pai e mãe aos dez anos, do seu conselho de família fizeram parte, além do tio Silvestre Pimenta, o médico Dr. Matos Chaves e o também médico e escritor Dr. Joaquim José de Meira, em quem encontrou um amigo. A sua curiosidade leva-o a frequentar a biblioteca da Sociedade Martins Sarmento e a da família Meira. Estabelece laços de amizade com João e José de Meira, cedo desaparecidos, e com Alfredo Guimarães e Eduardo de Almeida, até ao fim da vida. Colabora durante vários anos no Comércio de Guimarães e, com Eduardo de Almeida, funda a revista literária O Burgo Podre. Terminado o Liceu, matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1899); aí convive com os vimaranenses D. José Ferrão e Raul Aboim. Casa (1904) com uma senhora coimbrã, D. Adozinda Soares de Brito de Carvalho, de quem tem três filhos: Maria Adozinda, Alfredo Manuel e Maria Gracinda; dos dois mais velhos tem descendência. Em 1904 representa os republicanos de Guimarães no Congresso do Partido Evolucionista, em Coimbra. Entusiasma-se com o estudo da filosofia e da sociologia, envolve-se em actividades políticas e literárias, o que o leva a concluir o curso apenas em 1908. Abre então banca de advogado no Porto, mas desiludido, abandona a profissão e envereda pelo jornalismo e pela política. Em 1910 fixa residência em Lisboa. Chefia o gabinete de António Aurélio da Costa Ferreira, então Ministro do Fomento. Enfileira no Partido Evolucionista, de que redige o Manifesto. É Professor no Liceu Passos Manuel. Vai sempre publicando obras. Nas vésperas do 14 de Maio de 1915, decepcionado, desliga-se do Partido Evolucionista e da República - com a única mágoa de se separar de Guerra Junqueiro - e defende a solução monárquica. Em 1918, durante o consulado de Sidónio Pais, e com o apoio do 2º Conde de Margaride, apresenta-se como candidato monárquico a deputado por Guimarães, renuncia, porém, em favor de Oliveira Salazar, que, uma vez eleito, se retira. Profere inúmeras conferências, continua a colaboração em diversos jornais, publica também poesia. Demarca-se do Integralismo Lusitano, funda a Acção Tradicionalista Portuguesa e posteriormente a Acção Realista. Escreve regularmente no Diário de Notícias o ‘rodapé’ «Cultura Estrangeira - Cultura Portuguesa», n’A Época assina a «Tribuna Livre» que continua n’ A Voz. Recebe em herança de seu tio Padre João Pimenta a Casa da Madre de Deus, «na família, desde, pelo menos, 1762», de fronte da capela de Nª Sª da Madre de Deus de Fora, que transforma de «coisa rústica, sem livros, sem jardim, sem flores, nem sorrisos» numa casa com alma, aberta aos seus amigos, onde instala a sua «livraria de Mumadona» e prossegue incansável o seu trabalho. Em 1931 é nomeado 2º Conservador da Torre do Tombo e Director do Arquivo Municipal de Guimarães (sem remuneração); ao Arquivo, apesar de concelhio, é dada categoria de distrital. Organiza então um vasto espólio constituído principalmente pelos valiosos documentos que o Cabido da Colegiada de Guimarães implacavelmente conservara, resistindo à ordem liberal que mandava reuni-los na Torre do Tombo. Recebidos em cestos de verga nas instalações primeiramente atribuídas, em dois anos, ele e seu irmão Rodrigo, sistematizaram mais de cem mil espécies, do séc. XII ao séc. XIX. Fundou o Boletim de Trabalhos Históricos, com o fito da dar a conhecer os documentos do Arquivo, que ainda hoje se publica. Passa então todos os anos 4 meses em Guimarães. Entretanto apoia Alfredo Guimarães na criação do Museu de Alberto Sampaio. Em 1949 é nomeado Director da Torre do Tombo. Dedica grande parte do seu tempo ao estudo da História publicando diversas obras notáveis entre as quais os Elementos de História de Portugal, destinados ao ensino secundário, onde inova quanto ao método de ensino. Muitas das mais de centena e meia de obras suas publicadas estão relacionadas com a cidade de Guimarães, nomeadamente Os Vimaranis Monumenta Historica e a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Guimarães (1936), A Data da Fundação da Nacionalidade - 24 de Junho de 1128 (1939), entre outros. Alfredo Pimenta morreu a 15 de Outubro de 1950, em Lisboa, acabado de regressar de Guimarães. No ano seguinte a sua família, dando cumprimento ao desejo várias vezes expresso, leva os seus restos mortais a repousarem na Capela de Nª Sª da Madre de Deus, com todas as licenças civis e eclesiásticas, acompanhado de governantes e forças vivas e grande número de vimaranenses. A Associação Central da Agricultura Portuguesa mandou, pouco depois da sua morte, inscrever na fachada granítica da Casa da Madre de Deus uma homenagem da lavoura portuguesa «ao pobre lavrador vimaranense que uniu no mesmo abraço cristão o amor à terra e aos humildes que a trabalham». Em 1951 é dado o seu nome a uma das principais artérias de Guimarães e o Arquivo Municipal passa a designar-se ´Arquivo Municipal Alfredo Pimenta´. Em 2003 é condignamente instalado no Palácio dos Navarros de Andrade.

Relações com registos de autoridade

Relações com registos de autoridade
Registo Código Tipo de relação Datas da relação
Registo de autoridadePimenta, Adozinda Júlia Correia de Meneses Soares de Brito de Carvalho. 1884-1962 Adozinda Pimenta casou com Alfredo Pimenta, na Sé Nova de Coimbra no dia 21 de Maio de 1904, de quem teve três filhos: Maria Adozinda (1905-1988), Alfredo Manuel (1907-1989) e Maria Gracinda (1909-1991). Faleceu em, 8 de Janeiro de 1962. AAP/AJCP Familiar - Cônjuge 1904-05-21/1962
Registo de autoridadePimenta, Alfredo Manuel de Carvalho Pimenta. 1907-1982 AAP/AMCP Familiar - Pai/Mãe 1907-05-22/1989-02-06
Registo de autoridadePimenta, Maria Gracinda. 1909-1991 AAP/MGP Familiar - Pai/Mãe 1909-03-13/1991-02-22

Relações com registos de descrição

Relações com registos de descrição
Registo Código Tipo de relação Datas da relação
SecçãoLopes Pimenta. 1ª geração A 1ª geração da família inicia com o casamento de alfredo Pimenta e Adozinda Pimenta e termina com o falecimento da Adozinda, em 1962. PT/AMAP/FAM/AALP/01 Produtor 1904/1962
SubsecçãoAlfredo Lopes Pimenta. 1882-1950 PT/AMAP/FAM/AALP/01-02 Produtor 1882/1950
Documento compostoCartão de Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmarin... PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2615/10-29-5-3-94 Produtor
Documento simplesCarta de Amélia de Orleães para Alfredo Pimenta PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2650/10-29-5-3-44 Produtor
Documento simplesCarta de Amélia de Orleães para Alfredo Pimenta PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2650/10-29-5-3-45 Produtor
Documento simplesCartão de Amélia de Orleães para Alfredo Pimenta PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2650/10-29-5-3-46 Produtor
Documento simplesCarta de Amélia de Orleães para Alfredo Pimenta PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2650/10-29-5-3-47 Produtor
Documento simplesCarta de Amélia de Orleães para Alfredo Pimenta PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2650/10-29-5-3-48 Produtor
Documento simplesCarta de Amélia de Orleães para Alfredo Pimenta PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2650/10-29-5-3-49 Produtor
Documento simplesCarta de Amélia de Orleães para Alfredo Pimenta PT/AMAP/FAM/AALP/01-02-02/001-2650/10-29-5-3-50 Produtor
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